ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E SOCIAL

 

A Província da Huíla localiza-se a sudoeste da República de Angola com uma área de 79.023 km2. É limitada a Norte pelas Províncias de Benguela e Huambo, a Oeste pela Província do Namibe, Bié e Cuando Cubango a Este e no extremo Sul, pela Província do Cunene.

A nível interno a Huíla é dividida administrativamente em catorze municípios:

Lubango, Caconda, Cacula, Caluquembe, Chibia, Chicomba, Chipindo, Gambos, Humpata, Jamba, Cuvango, Matala, Quilengues e Quipungo.

Com altitudes que variam entre os 1.000 e os 2.300 metros, destacando-se a cordilheira da Chela e o seu conjunto de serras, o Clima da região caracteriza-se no geral como Tropical de Altitude, com temperaturas anuais médias próximas dos 18 graus, atingindo temperaturas mínimas acentuadas na estação seca.

Localizam-se na província da Huíla, duas das cinco grandes bacias hidrográficas de Angola, no «feliz» encontro entre os rios Cunene e Cubango, dando consequentemente origem a solos férteis.

Segundo registos históricos, a colonização portuguesa chegou por volta de 1627 a estas terras, nas primeiras expedições à região planáltica da Huíla. Exploradores portugueses, provenientes de Moçâmedes, atravessaram as areias do deserto, escalaram a serra da Chela e, após atingirem o seu topo, deparou-se-lhes abaixo o verdejante vale onde reinava o Ohamba Kaluvangu , chefe tradicional da região no século XVII, que mais tarde daria o actual nome da cidade capital, Lubango.

Após um século, estabeleceram-se formalmente, ao criar o presídio de Alba Nova. Seguindo-se o povo Boer, que se estabeleceu então na região da Humpata.

No entanto, só em finais do século XIX (1884), os portugueses começaram a transferir para a zona população civil, directamente vinda do arquipélago da Madeira. fixando-se inicialmente na zona conhecida actualmente por “Barracões”, este grupo de colonos impulsionou a construção e o desenvolvimento da povoação, com a agricultura e a criação de gado como principais actividades.

Com a criação do Caminho de Ferro de Moçâmedes, a 31 de Maio de 1923 o som do apito do comboio soou no vale e a povoação foi elevada a cidade. Desde aí a re-baptizada Sá da Bandeira, não mais parou de crescer... « A pérola do planalto Sul assumia uma força vital para a região e para o país.»

 

A história contemporânea desta província é marcada por três fases: 

Um primeiro período até 1975 ainda sob a égide do regime colonial português, onde o país alcançou elevados indicies de crescimento e desenvolvimento, considerado á data, um dos mais desenvolvidos e promissores países africanos. A Huíla, apesar da interioridade, foi neste período, uma das províncias que mais cresceu!

Deste período, muitos são os vestígios históricos que actualmente integram o espólio cultural e turístico da Huíla, com realce para a Procissão da Nossa Senhora do Monte que foi celebrada inicialmente com uma Missa, Romagem ao monte e a partir de 1919, com uma Procissão que mais tarde deu origem às Festas da Nossa Senhora do Monte, que se realizam durante o mês de Agosto no Complexo de mesmo nome, na cidade do Lubango.

Segundo D. Zacarias Kamwenho, Arcebispo do Lubango, «falar da festas da Nossa Senhora do Monte é explicar a trajectória da história da cidade do Lubango ,como está a evoluir e para onde caminha, preservando os valores tradicionais».

Histórico da Governação

na Província da Huíla